Podemos viver sem padrões morais absolutos?

 

   Vivemos em uma época denominada por alguns de pós modernismo. Algumas características definem essa era, dentre eles elas, o relativismo moral. O abandono de qualquer conceito de um padrão moral absoluto. Mas, será que o ser humano consegue viver sem padrões morais absolutos? A moral é uma construção social ou é algo que Deus imprimiu na consciência humana?

        O povo de Israel viveu um período semelhante ao nosso tempo. Na Época dos juízes a nação estava entregue ao relativismo moral “Juízes 17:6. Naqueles dias não havia rei em Israel; cada qual fazia o que parecia bem aos seus olhos.” Consequentemente a decadência moral foi espantosa nesse período. Houve um estupro coletivo:

     “Juízes 19: 22. Enquanto eles alegravam o seu coração, eis que os homens daquela cidade, filhos de Belial, cercaram a casa, bateram à porta, e disseram ao ancião, dono da casa: Traze cá para fora o homem que entrou em tua casa, para que o conheçamos. 23. O dono da casa saiu a ter com eles, e disse-lhes: Não, irmãos meus, não façais semelhante mal; já que este homem entrou em minha casa, não façais essa loucura. 24. Aqui estão a minha filha virgem e a concubina do homem; fá-las-ei sair; humilhai-as a elas, e fazei delas o que parecer bem aos vossos olhos; porém a este homem não façais tal loucura. 25. Mas esses homens não o quiseram ouvir; então aquele homem pegou da sua concubina, e lha tirou para fora. Eles a conheceram e abusaram dela a noite toda até pela manhã; e ao subir da alva deixaram-na.

      Práticas idolátricas:

“Juízes 17: 5. Ora, tinha este homem, Mica, uma casa de deuses; e fez um éfode e terafins, e consagrou um de seus filhos, que lhe serviu de sacerdote.” Sincretismo religioso “Juízes 18: 30. Depois os filhos de Dã levantaram para si aquela imagem esculpida; e Jônatas, filho de Gérsom, o filho de Moisés, ele e seus filhos foram sacerdotes da tribo dos danitas, até o dia do cativeiro da terra. 31. Assim, pois, estabeleceram para si a imagem esculpida que Mica fizera, por todo o tempo em que a casa de Deus esteve em Siló.”

    Homossexualismo:

 “Juízes 19: 22. Enquanto eles alegravam o seu coração, eis que os homens daquela cidade, filhos de Belial, cercaram a casa, bateram à porta, e disseram ao ancião, dono da casa: Traze cá para fora o homem que entrou em tua casa, para que o conheçamos.

      O autor do livro de Juízes repete exaustivamente “naquele tempo não havia rei em Israel cada um fazia o que bem parecia a seus olhos.” Imagino a narração de Juízes como um retrato e essa frase recorrente no livro como uma legenda. Quando uma sociedade abandona conceitos absolutos a imagem que vislumbramos é desgraça, corrupção e decadência. No pós modernismo não há espaço para uma verdade absoluta, uma moral absoluta e um caminho absoluto. Tudo é relativo. Tudo está no plural. Verdades, morais e caminhos. Porém, Jesus ao referir-se a si mesmo foi singular “eu sou caminho, a verdade e vida. 

        O relativismo moral pressupõe a “morte de Deus”. Sem Deus não existe padrão moral absoluto. Neste sentido o escritor russo Dostoievski “Se Deus não existisse, tudo seria permitido.” Como podemos viver sem verdades absolutas? Sem conceitos absolutos de certo e errado? Se aceitarmos que a moral é relativa fruto de uma construção social devemos aceitar que o estupro e a pedofilia podem ser aceitos no futuro se a sociedade assim o tolerar. Porém, se isso acontecesse poderíamos chamar isso de evolução social?

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