Os 4 partidos da igreja de Corinto

A unidade da igreja foi o principal pedido de Jesus em sua oração sacerdotal em João 17. Ele ora para que seus discípulos sejam um assim como ele é um com o pai. Porém, a igreja de Corinto revelou imaturidade ao se dividir em quatro partidos. Paulo chamou-os de carnais necessitando dos ensinos básicos da fé cristã. “Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu de Cefas, e eu de Cristo. Está Cristo dividido? Paulo foi crucificado por vós? ou fostes batizados em nome de Paulo?” (1 Co 1.12,13)

     O partido de Paulo. Paulo fundou a igreja de Corinto. Ele chega a dizer que os gerou em Cristo. É provável que esse grupo tenha participado da fundação da igreja e se viam como uma categoria especial de crentes. É também possível que esse grupo fosse formado pelos gentios que rejeitavam o legalismo judaico. Porém, ao pregarem a liberdade cristã praticavam a libertinagem.

      O partido de Apolo. Apolo era natural da cidade de Alexandria. Essa cidade era o centro intelectual do mundo naquela época. É possível que esse grupo queria que o cristianismo se tornasse uma filosofia e não uma religião. Apolo era um grande orador. “E chegou a Éfeso um certo judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloquente e poderoso nas escrituras.” (At 18.24). Segundo o pastor Hernandes Dias Lopes: “É muito provável, portanto, que o grupo de Apolo tenha sido o grupo dos intelectuais, daqueles que gostavam de um discurso elaborado, eloquente e cheio de beleza retórica.” (1 Coríntios. Como resolver conflitos na igreja. Editora Hagnos, pg 24,25).

       O partido de Pedro. Possivelmente era formado por judeus convertidos. Eram legalistas, defendiam que a salvação dependia da circuncisão. Supervalorizavam os ritos judaicos prejudicando a identidade do cristianismo.

          O partido de Cristo. Provavelmente acreditavam que eram os únicos detentores da salvação. Quem não estivesse do lado deles era excluído. Podem ter acreditado que possuíam um conhecimento especial sobre Deus. Podem ter substituído a bíblia por revelações. Rejeitavam a liderança humana dizendo que só se submetiam a Cristo.

           A igreja de Corinto é uma representação fiel de qualquer igreja local em todas as épocas e lugares. Podemos encontrar “partidos” ainda hoje na igreja. Há crentes que acreditam que pertencem a uma categoria especial por dons que tenham recebido ou por status ministerial. Há o grupo dos “filosófos” que veem o cristianismo como um sistema doutrinário que se confunde com correntes filosóficas e que não passam de teorias e vãs sutilezas. Há o grupo dos legalistas que adoram impor regras sem sentido em nome do tradicionalismo. “Tradição é a fé viva dos que já morreram e tradicionalismo é a fé morta dos que ainda vivem.” (Jaroslav Pelikan). E há os que acreditam que tem o monopólio da salvação, que valorizam as experiências místicas em detrimento da bíblia. Oremos e pratiquemos a unidade na igreja!

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