Em busca do Jesus histórico

 Em 1906 Albert Schweitzer publicou um livro chamado “The Quest the for Historical Jesus” (A busca do Jesus histórico). A justificativa para essa “busca” era a de que a igreja teria obscurecido o “verdadeiro” Jesus de maneira que o Jesus retratado pelo Cristianismo não é o Jesus que viveu na História. Para se conseguir reconstruir o “Jesus” da história seria necessário abandonar os dogmas e pressupostos teológicos do Cristianismo e adotar o racionalismo para conseguir esse objetivo.

           Essa busca tornou-se ao longo dos anos infrutífera. Parece que o “Jesus” da história estava inacessível diante de tantos dogmas e mitos criados pela igreja. A busca não por aí. Um grupo de 75 estudiosos se reuniram no “Simpósio de Jesus”. As conclusões a que chegaram são as mesmas dos estudiosos críticos do passado, os evangelhos retratariam um Jesus que nunca existiu, mas que foi criado pela fé e teologia da igreja. Para se chegar ao Jesus histórico seria necessário “limpar” aquilo foi incorporado pela igreja. Em 1993 esse grupo publicou um livro chamado “os cinco evangelhos” onde afirmam que apenas 19% das palavras de Jesus são realmente dele.

            Uma crítica a ser feita a esse movimento são as crenças pessoais e os pressupostos que guiam os seus pesquisadores. Eles partem do pressuposto de que milagres não existem ou que até mesmo Deus não existe. Tendo essa opinião pré concebida eles chegam a conclusão de que os relatos dos evangelhos não são precisos e que a igreja criou um mito. Outra crítica é a falta de consenso desses estudiosos em apresentar o retrato “verdadeiro” de Jesus. Eles afirmam que o Jesus dos evangelhos não existe, mas não apresentam outro.

           A verdade é que esses estudiosos nunca chegarão a uma imagem de um Jesus histórico porque ele já está descrito na bíblia. A isenção intelectual que eles tanto combatem os contaminaram. É inegável o compromisso que eles tem em negar o “sobrenatural” da bíblia e descaracterizá-la em um livro adaptado a sua visão de mundo. O Jesus da História foi bem descrito por Lucas “Tendo, pois, muitos empreendido pôr em ordem a narração dos fatos que entre nós se cumpriram, segundo nos transmitiram os mesmos que o presenciaram desde o princípio, e foram ministros da palavra, pareceu também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó Teófilo, por sua ordem, havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio; para que conheças a certeza das coisas que já estás informado.” (Lc 1.1-4).

Esse artigo é uma mini-resenha de um artigo publicado neste site Em busca do Jesus histórico

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