Caíram as máscaras dos “adoradores extravagantes”

Respeito a nobre atitude do bispo Walter McAlister, que pediu perdão aos cantores e artistas gospel que se sentiram atingidos com o seu artigo “Gospel de rapina”. Mas é importante ler com total atenção o seu novo “post”, intitulado “Minha despedida do mundo gospel”, em seu blog. Digo isso porque muitos leitores da Internet não têm paciência de ler textos longos e chegam a conclusões errôneas, passando a fazer afirmações equivocadas.

O estimado bispo se desculpou apenas pelo fato de ter dito que a Igreja Cristã Vida Nova tinha recebido uma “notificação”. Quem ler o novo texto com cuidado notará isso: “Reconheço o meu erro. Mas a carta se intitula ‘Regularize sua Igreja’, cita decreto-lei e estipula o preço para que me regularize, o que me induziu a crer tratar-se de fato de um instrumento legal. A referida organização é representativa e, portanto, entende-se que, sem os seus afiliados, não teria a menor razão de nos contatar desta maneira e sequer de existir. Por lei, todos os afiliados são ‘solidários’ às ações dos seus representantes. Sabendo disso, para mim ficou óbvio que isso seria uma expressão de todos. Fui procurado por muitos e me surpreendi positivamente ao descobrir, um por um, que os associados não tinham a menor intenção de pedir o que fosse”.


Como prova de que as desculpas foram apenas para reparar o aludido equívoco, e não para demonstrar que os “adoradores extravagantes” do Mundo Gospel merecem algum crédito por suas extravagâncias e modismos, McAlister afirmou: “Sou um sacerdote, autor, conferencista e líder eclesiástico. Sou conhecido por minha coerência e cuidado ao explicar bem os princípios que defendo. Procuro me limitar ao campo de teólogos, sacerdotes e discípulos que querem aprender, mas essa situação me sugou para dentro do caldo ‘gospel’ que é movido por marketeiros, empresários da fé, celebridades e fãs ensandecidos – a favor ou contra. Tanto que fiquei mortificado pelo fel que tão violentamente jorrou em resposta ao meu último post”.


Diante do exposto, não retiro nada do que escrevi no artigo anterior. Afinal, eu havia percebido, de início, que não se tratava de uma “notificação”, e sim de um “comunicado amigável”, mas igualmente constrangedor. Reitero, por conseguinte, que os “adoradores extravagantes” precisam rever os seus conceitos a respeito da adoração e do louvor à luz da Palavra de Deus.


Fonte: Blog do Ciro Sanches Zibordi

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