A alegria em ir ao templo

    Em uma época em que a frequência ou necessidade de ir ao templo é questionada, o salmo 84 é um verdadeiro tributo à alegria em irmos à casa do Senhor.

        Salmo 84.1

        O salmista começa afirmando que os tabernáculos do Senhor dos exércitos são amáveis. O termo tabernáculo para expressar à casa de Deus remete ao tabernáculo construído por Moisés na travessia rumo à terra prometida. O tabernáculo representava a presença de Deus no meio do povo. “E porei o meu tabernáculo no meio de vós e a minha alma de vós não se enfadará. E andarei no meio de vós, e eu vos serei por Deus, e vós me serei por povo.” (Lv 26.11,12). O templo é o lugar onde Deus habita de forma especial.

     Salmos 84.2

      O salmista expressa seu anseio por ir ao templo. Ele não apenas deseja, mas desfalece por ir à casa do Senhor. A linguagem que utiliza lembra alguém com muita sede e anseia por saciá-la. Alguém em um deserto que anseia por chegar em terra habitada. Esse versículo lembra o salmo 42 “como suspira a corça pela correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus?” (Sl 42.1,2).

       Salmos 84.3

        O salmista agora usa uma ilustração divertida. Ele sente “inveja” dos pássaros por poderem construir ninhos na casa de Deus, eles podiam habitar o tempo que quisessem no templo. O salmista deseja habitar na casa de Deus da mesma forma. No versículo 10 ele diz: “pois um dia nos teus átrios vale mais que mil; prefiro estar à porta da casa do meu Deus, a permanecer nas tendas da perversidade.”

       Salmos 84.4

             Esse versículo nos transporta para a eterna habitação nos céus. O templo terrestre é apenas um vislumbre do templo celestial onde habitaremos eternamente. Não é concebível um crente rejeitar à casa do Senhor, o templo e a presença de Deus nele nos alegra pois sabemos que a nossa sede um dia será saciada, o nosso anseio pela presença do Senhor será satisfeito.

         Conclusão

        Não é necessário argumentos teológicos em favor da necessidade de irmos à igreja. Essa discussão não era nem para existir. O crente que tem sede da presença de Deus se alegra quando vai à casa do Senhor.

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